Toyota testa Hilux movida a hidrogênio.

Toyota testa Hilux movida a hidrogênio.

Uma das maiores apostas da Toyota no momento é o hidrogênio, mas só como reagente químico numa célula de combustível e sim como combustível numa câmara de um motor de ciclo Otto.

Ainda que este último esteja em curso nos automóveis, será dificilmente usado de início em veículos comerciais leves, por isso, a Toyota recorre ao sistema tradicional com células de combustível na picape Hilux, que agora está em testes com hidrogênio.

Foram construídos 10 protótipos da Hilux H² para testes e todas elas com cabine estendida, uma opção que não existe no mercado brasileiro, onde apenas cabine simples e dupla são oferecidas.

Com 5,325 m de comprimento, 1,855 m de largura, 1,810 m de altura e 3,085 m de entre eixos, a Hilux H² tem no cofre do motor uma central de células de combustível de eletrólito polimérico, que gera energia elétrica mediante a reação entre oxigênio e hidrogênio.

Ele alimenta uma bateria de lítio e também o motor elétrico instalado no eixo traseiro rígido, no lugar do diferencial tradicional, garantindo tração 4×2. Já entre as longarinas do chassi, a Hilux H² tem três cilindros pressurizados com 7,8 kg de hidrogênio líquido.

Nessa configuração, onde o motor elétrico traseiro tem 182 cavalos e 30,5 kgfm, a Hilux abastecida com hidrogênio peca por não ter tração nas quatro rodas, mas isso poderia ser revisto em um eixo rígido simples ou um elétrico com semieixos.

O que se sabe sobre os testes dessa Hilux H² é que a autonomia chega a 600 km, o que está de bom tamanho, porém, aceleração, consumo, frenagem, entre outros, ainda continuam em segredo.

Pelo cronograma revelado, a picape Hilux abastecida com hidrogênio chegará a mercados do mundo entre 2026 e 2027, mas aqui a data ainda é uma incógnita. O motivo é que o combustível está bem longe ser viável no país, ainda que soluções envolvendo o etanol estejam em curso.

 

Fonte: Noticias Automotivas

×